{"id":604,"date":"2026-05-14T20:15:59","date_gmt":"2026-05-14T23:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/departamentos.ufrrj.br\/icbs-dcfis\/?p=604"},"modified":"2026-05-15T21:11:10","modified_gmt":"2026-05-16T00:11:10","slug":"normas-concea-para-bioterios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/departamentos.ufrrj.br\/icbs-dcfis\/2026\/05\/14\/normas-concea-para-bioterios\/","title":{"rendered":"Normas CONCEA para Biot\u00e9rios"},"content":{"rendered":"\n<p>RESOLU\u00c7\u00c3O NORMATIVA No- 15, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 \u2013 Estrutura F\u00edsica e Ambiente de Roedores e Lagomorfos do Guia Brasileiro de Cria\u00e7\u00e3o e Utiliza\u00e7\u00e3o de Animais para Atividades de Ensino e Pesquisa Cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>ESTRUTURA F\u00cdSICA E AMBIENTE DE BIOT\u00c9RIOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As instala\u00e7\u00f5es, as condi\u00e7\u00f5es de alojamento e o ambiente em que se encontram os animais s\u00e3o elementos essenciais para limitar as varia\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas que podem alterar a sua sa\u00fade, seu bem estar, bem como para n\u00e3o interferir nas pesquisas, no desenvolvimento tecnol\u00f3gico e no ensino, al\u00e9m de propiciar a seguran\u00e7a das pessoas envolvidas. institucionais, da esp\u00e9cie animal e do n\u00famero de animais que ser\u00e3o alojados, o projeto do biot\u00e9rio e suas necessidades particulares devem ser claramente analisados. \u00c9 ben\u00e9fico pensar em um projeto flex\u00edvel, de f\u00e1cil adapta\u00e7\u00e3o e, se poss\u00edvel, com vistas a expans\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>INSTALA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>As instala\u00e7\u00f5es requerem \u00e1reas separadas para fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, salas e equipamentos especializados e ambientes controlados. Apesar de diferentes necessidades e muitas solu\u00e7\u00f5es alternativas de concep\u00e7\u00e3o, h\u00e1 orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que devem ser consideradas no projeto. Um projeto de biot\u00e9rio funcional e eficiente dever\u00e1, no momento de sua concep\u00e7\u00e3o, considerar tamb\u00e9m a natureza dos procedimentos que ser\u00e3o realizados.<\/p>\n\n\n\n<p>As instala\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de um biot\u00e9rio compreendem:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea administrativa;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea de recep\u00e7\u00e3o de animais \/ quarentena;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea de dep\u00f3sitos para: insumos, materiais limpos, equipamentos, rejeitos entre outros;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea de higieniza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Salas de animais;<\/p>\n\n\n\n<p>Vesti\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>Sala de procedimentos;<\/p>\n\n\n\n<p>Eutan\u00e1sia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1reas de servi\u00e7os;<\/p>\n\n\n\n<p>Para biot\u00e9rios experimentais, em fun\u00e7\u00e3o da complexidade dos ensaios neles realizados, \u00e1reas adicionais poder\u00e3o ser necess\u00e1rias, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p>Cirurgia e cuidado intensivo (UTI),<\/p>\n\n\n\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o de dietas especiais,<\/p>\n\n\n\n<p>Irradia\u00e7\u00e3o e coleta de imagens;<\/p>\n\n\n\n<p>Tratamento cl\u00ednico e<\/p>\n\n\n\n<p>laborat\u00f3rio de an\u00e1lises entre outros;<\/p>\n\n\n\n<p>Sala de isolamento nos casos de uso de material biol\u00f3gico, qu\u00edmico ou f\u00edsico que apresentem riscos;<\/p>\n\n\n\n<p>Barreiras adicionais nos casos de animais geneticamente modificados ou que necessitem um isolamento especial. ;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea para estocagem de cama e ra\u00e7\u00e3o especiais,<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea espec\u00edfica para suprimentos biol\u00f3gicos e farmac\u00eauticos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea para estocagem de produto biol\u00f3gico contaminado;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.1&nbsp; LOCALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><strong><br><\/strong>A \u00e1rea destinada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um biot\u00e9rio \u00e9 extremamente importante. Em raz\u00e3o dos aspectos t\u00e9cnicos, as instala\u00e7\u00f5es dever\u00e3o, sempre que poss\u00edvel, estar localizadas em \u00e1reas com reduzido tr\u00e2nsito de ve\u00edculos e pessoas.<br>A escolha do local dever\u00e1 levar em considera\u00e7\u00e3o o f\u00e1cil acesso, favorecendo a entrega de materiais, insumos e equipamentos, bem como a remo\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos gerados no biot\u00e9rio.<br>Preferencialmente, o biot\u00e9rio dever\u00e1 ser edificado distante de fontes poluentes, de vibra\u00e7\u00f5es e de laborat\u00f3rios que manipulem agentes patog\u00eanicos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2. AMBIENTES F\u00cdSICOS<\/strong><strong><br><\/strong>O layout das instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, das barreiras sanit\u00e1rias e de conten\u00e7\u00e3o a serem adotadas em um biot\u00e9rio dever\u00e3o minimizar a ocorr\u00eancia de infec\u00e7\u00f5es e promover o bem estar animal, al\u00e9m de favorecer a operacionaliza\u00e7\u00e3o da unidade. Diferentes espa\u00e7os s\u00e3o necess\u00e1rios, conforme descrito abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1. \u00c1REAS DE APOIO:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1.1.1 Administrativo<\/strong><strong><br><\/strong>Destina-se \u00e0 gest\u00e3o t\u00e9cnica-administrativa do biot\u00e9rio e compreende a sala de coordena\u00e7\u00e3o, secretaria, sala de conv\u00edvio para os funcion\u00e1rios, sanit\u00e1rios, arquivos, almoxarifado de material de expediente, lavanderia e vesti\u00e1rios, e, sempre que poss\u00edvel, local para reuni\u00f5es, aulas e treinamento das equipes.<br>\u00c9 recomend\u00e1vel que todas as pessoas que acessem ou saiam das instala\u00e7\u00f5es o fa\u00e7am por uma \u00e1rea de recep\u00e7\u00e3o. O fluxo de pessoal dever\u00e1 se feito, sempre que poss\u00edvel, por local distinto daquele previsto para materiais, insumos, equipamentos e descartes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1.2.\u00c1reas de Recep\u00e7\u00e3o de animais e Quarentena<\/strong><strong><br><\/strong>Devem ter localiza\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que possibilitem que os animais rec\u00e9m chegados n\u00e3o necessitem passar por outras \u00e1reas. A quarentena \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico para isolamento inicial dos animais e dever\u00e1 ter condi\u00e7\u00f5es ambientais apropriadas de alojamento, onde estes possam permanecer antes de serem transferidos para as salas de cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o. Suas dimens\u00f5es devem contemplar a variedade de esp\u00e9cies animais e as atividades de manejo inerentes a cada uma delas. Animais rec\u00e9m-adquiridos necessitam de adapta\u00e7\u00e3o ao novo ambiente, recupera\u00e7\u00e3o do estresse causado pelo transporte e avalia\u00e7\u00e3o do estado de sa\u00fade. O manejo da sala de quarentena deve ser feito de forma a evitar a mistura de esp\u00e9cies, linhagens e diferentes proced\u00eancias.<br>No caso dos biot\u00e9rios experimentais sem local para quarentena, recomenda-se o conhecimento pr\u00e9vio do estado sanit\u00e1rio dos animais, uma vez que, em certas situa\u00e7\u00f5es, eles ser\u00e3o introduzidos diretamente nas salas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1.3. Sala de procedimentos<\/strong><strong><br><\/strong>Nos casos dos biot\u00e9rios de experimenta\u00e7\u00e3o, essa sala deve ser localizada pr\u00f3xima das salas dos animais para evitar o deslocamento destes por longas dist\u00e2ncias. Uma \u00fanica sala pode ser utilizada para v\u00e1rios fins, desde que ela seja higienizada entre os procedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1.4. Ambientes especiais<\/strong><strong><br><\/strong>Em alguns casos h\u00e1 necessidade de laborat\u00f3rios especializados, tais como: cir\u00fargicos, de cuidado intensivo, de prepara\u00e7\u00e3o de dietas especiais, de irradia\u00e7\u00e3o e de coleta de imagens, de tratamento cl\u00ednico, sala de isolamento, etc. Sala para cirurgia experimental \u00e9 frequentemente requerida, quando prevista, dever\u00e1 ser incorporada no projeto construtivo, de forma a atender aos conceitos gerais de operacionaliza\u00e7\u00e3o do biot\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.1.5. Salas de Descanso e Copa<\/strong><strong><br><\/strong>Quando existentes, devem possuir mobili\u00e1rio adequado e equipamentos necess\u00e1rios para armazenar e aquecer alimentos \u2013 evitando- se, todavia, a prepara\u00e7\u00e3o dos alimentos nesta sala -, de forma a permitir o conforto dos funcion\u00e1rios. Se poss\u00edvel, luz natural e visores para o exterior devem estar presentes. Pode ser usada como sala de conv\u00edvio e entretenimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2 \u00c1REAS DE SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1rea de Higieniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a \u00e1rea destinada \u00e0 lavagem e desinfec\u00e7\u00e3o ou esteriliza\u00e7\u00e3o de materiais, insumos, equipamentos e suprimentos e, portanto, seu projeto dever\u00e1 incorporar tanques de lavagem e autoclaves, podendo tamb\u00e9m, de acordo com as necessidades, ser previstas a instala\u00e7\u00e3o de tanques de imers\u00e3o, caixas de passagem e equipamentos para a lavagem de gaiolas e bebedouros. A ventila\u00e7\u00e3o deste ambiente deve ser exclusiva, suficiente para minimizar ac\u00famulo de odores e excesso de calor e vapor. A exaust\u00e3o dever\u00e1 ser projetada de tal forma que o ar n\u00e3o seja reintroduzido em outras \u00e1reas do biot\u00e9rio. Esta \u00e1rea deve ser projetada de modo a minimizar distresse aos animais, ao pessoal e \u00e0s \u00e1reas vizinhas, pois os equipamentos e as rotinas podem causar ru\u00eddos, calor e umidade excessiva. Portanto, \u00e9 imprescind\u00edvel que este espa\u00e7o esteja separado, isolado e o mais distante poss\u00edvel das salas de animais. Em biot\u00e9rio de experimenta\u00e7\u00e3o, que envolvam risco biol\u00f3gico, a descontamina\u00e7\u00e3o de materiais, res\u00edduos e equipamentos, dever\u00e3o atender \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o nacional incluindo a Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio), no caso animais geneticamente modificados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.2 Vesti\u00e1rios<\/strong><strong><br><\/strong>O layout dos vesti\u00e1rios e o seu mobili\u00e1rio dever\u00e3o facilitar as boas pr\u00e1ticas de higieniza\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante considerar, de acordo com tipo de vesti\u00e1rio, a disposi\u00e7\u00e3o dos arm\u00e1rios, o apoio para a troca de cal\u00e7ados, os chuveiros, duchas de ar e o local para armazenamento de produtos de higiene pessoal. Dever\u00e3o ser previstos vesti\u00e1rios masculino e feminino. A privacidade para trocas de roupa dever\u00e1 ser contemplada no projeto arquitet\u00f4nico, bem como um local para o descarte das roupas e toalhas usadas durante o dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.3 Corredores<\/strong><strong><br><\/strong>O planejamento e dimensionamento dos corredores devem ser concebidos de forma a facilitar a movimenta\u00e7\u00e3o de pessoal, materiais e equipamentos. Estes devem ser largos o suficiente, f\u00e1ceis de limpar e desinfetar, pois necessitam deste manejo com bastante frequ\u00eancia devido ao tr\u00e1fico intenso que possuem. Dimens\u00f5es entre 1,90m a 2,20m de largura geralmente atendem \u00e0 maioria das situa\u00e7\u00f5es. Paredes e quinas de paredes devem ser protegidas com dispositivos em material que apresente elevada durabilidade e resist\u00eancia a impactos e a processos de higieniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.4 Lavanderia<\/strong><strong><br><\/strong>N\u00e3o \u00e9 recomendado que o vestu\u00e1rio utilizado nas rotinas e \u00e1reas de um biot\u00e9rio seja lavado pelo pr\u00f3prio funcion\u00e1rio em sua resid\u00eancia. Neste sentido, o uso de uma lavanderia pr\u00f3pria possibilitar\u00e1 a higieniza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, embora possa haver a op\u00e7\u00e3o de terceiriza\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o. Os banheiros produzem aeross\u00f3is cada vez que \u00e9 dada a descarga do vaso sanit\u00e1rio. Associado a isso, existe a tend\u00eancia de posicionar o exaustor de ar no forro e isso poder\u00e1 permitir, inadvertidamente, que ocorra uma dispers\u00e3o das part\u00edculas fecais no ar, o que poder\u00e1 contaminar as pessoas e as roupas limpas. Portanto, devem estar estrategicamente posicionados fora das \u00e1reas controladas e de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.6 Salas de Animais<\/strong><strong><br><\/strong>\u00c9 importante no desenvolvimento do projeto construtivo considerar n\u00e3o somente as necessidades moment\u00e2neas, mas tamb\u00e9m demandas futuras. Na grande maioria dos biot\u00e9rios, o n\u00famero de animais varia de acordo com os projetos em andamento. A versatilidade das salas de animais facilitam o reagrupamento e organiza\u00e7\u00e3o, de modo a acomodar diferentes tipos e n\u00famero de gaiolas, estantes, racks e equipamentos auxiliares, necess\u00e1rios para a o alojamento de diferentes esp\u00e9cies animais. Al\u00e9m disso, salas vers\u00e1teis permitem atender a uma grande variedade de projetos ao longo do ano. As salas de animais devem ser separadas por esp\u00e9cie. Em experimenta\u00e7\u00e3o, sempre que poss\u00edvel, deve ser utilizadas para uma \u00fanica linha de pesquisa. Isso permite um bom controle do ambiente e reduz a incid\u00eancia de doen\u00e7as. A dimens\u00e3o da sala de animais deve ser definida de acordo com a esp\u00e9cie a ser alojada e o n\u00famero de gaiolas, estantes, racks e outros equipamentos e acess\u00f3rios necess\u00e1rios \u00e0 cria\u00e7\u00e3o ou experimenta\u00e7\u00e3o animal. Salas de animais devem ser projetadas de modo a facilitar a limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o e n\u00e3o devem conter pias e ralos. Caso haja a necessidade de ralos, estes devem ser sifonados<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.2.7 \u00c1rea para Eutan\u00e1sia<\/strong><strong><br><\/strong>Esse ambiente dever\u00e1 estar separado e localizado em \u00e1rea que n\u00e3o cause dist\u00farbio aos animais alojados no biot\u00e9rio. O ambiente dever\u00e1 possuir equipamentos e materiais necess\u00e1rios ao m\u00e9todo de eutan\u00e1sia definido e aprovado pela Comiss\u00e3o de \u00c9tica no Uso de Animais (CEUA). A eutan\u00e1sia poder\u00e1 ser realizada na sala de necropsia ou na sala de procedimentos. As instala\u00e7\u00f5es desse ambiente devem facilitar a limpeza e a desinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.3 DEP\u00d3SITOS<\/strong><strong><br><\/strong>Deve se reservar um espa\u00e7o adequado para o dep\u00f3sito de&nbsp; equipamentos, suprimentos, cama e lixo, com aten\u00e7\u00e3o especial para o espa\u00e7o de armazenamento de alimentos, que deve ser limpo, seco, e com controle de insetos e de outras pragas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.3.1 Dep\u00f3sito para estocagem de Insumos: Ra\u00e7\u00e3o e Forragem<\/strong><strong><br><\/strong>O espa\u00e7o destinado a estes insumos dever\u00e1 ter um f\u00e1cil acesso para carga e descarga, mas, ao mesmo tempo, deve evitar que pessoas sem autoriza\u00e7\u00e3o tenham acesso a \u00e1reas restritas do biot\u00e9rio. Os alimentos para os animais devem ser armazenados em ambientes fechados, ventilados, com baixa umidade, de f\u00e1cil higieniza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o, para prevenir contamina\u00e7\u00f5es e preservar as propriedades nutricionais. Alimentos e forra\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser armazenados diretamente no piso. O uso de estrados, estantes ou outros dispositivos, para esse fim, s\u00e3o recomendados e devem ser dispostos, de modo a n\u00e3o terem contato com paredes, o que facilita a inspe\u00e7\u00e3o e higieniza\u00e7\u00e3o do ambiente. Para resguardar a sanidade do ambiente, recomenda- se a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que evitem a introdu\u00e7\u00e3o direta de embalagens externas ao biot\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.3.2 Dep\u00f3sito de Res\u00edduos<\/strong><strong><br><\/strong>Deve estar isolado das demais \u00e1reas do biot\u00e9rio e conter local para: alojar as embalagens, contendo a cama usada e resto de ra\u00e7\u00e3o acumulados entre os per\u00edodos de coleta. c\u00e2mara fria ou freezer para acondicionamento de carca\u00e7as de animais que dever\u00e3o ser descartadas segundo a legisla\u00e7\u00e3o vigente. O acesso para o exterior dever\u00e1 ser facilitado, evitando-se o tr\u00e2nsito no biot\u00e9rio, de pessoas estranhas ao quadro de funcion\u00e1rios da Unidade. Um sistema de drenagem com ralo sifonado deve ser considerado neste ambiente, de forma a favorecer com efici\u00eancia a higieniza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.3.3 Dep\u00f3sito para Materiais Limpos<\/strong><strong><br><\/strong>Este ambiente deve armazenar insumos ap\u00f3s higieniza\u00e7\u00e3o e desinfec\u00e7\u00e3o ou esteriliza\u00e7\u00e3o. Sua localiza\u00e7\u00e3o deve ser em local controlado, dentro da \u00e1rea limpa do biot\u00e9rio, pr\u00f3ximo \u00e0s salas dos animais. Suas dimens\u00f5es s\u00e3o determinadas em fun\u00e7\u00e3o do quantitativo de insumos, materiais, equipamentos e das demandas das esp\u00e9cies animais alojadas na unidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.4 BARREIRAS SANIT\u00c1RIAS E DE CONTEN\u00c7\u00c3O<\/strong><strong><br><\/strong>Barreiras no contexto de biot\u00e9rios consistem na combina\u00e7\u00e3o de sistemas f\u00edsicos e procedimentos operacionais que juntos minimizam a transmiss\u00e3o de enfermidades, tanto do homem para o animal, como dos animais para o homem. As barreiras podem ser divididas em duas categorias: bioexclus\u00e3o e bioconten\u00e7\u00e3o. Bioexclus\u00e3o \u00e9 voltada na preven\u00e7\u00e3o da entrada de enfermidades e infesta\u00e7\u00f5es, provenientes do exterior, para os animais alojados no biot\u00e9rio. Essas barreiras s\u00e3o estabelecidas para proteger o padr\u00e3o sanit\u00e1rio dos animais. Bioconten\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para prevenir o escape de agentes contaminantes dos animais alojados nos biot\u00e9rios para o exterior. As barreiras de bioconten\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas em \u00e1rea de quarentena ou isolamento de animais com padr\u00e3o sanit\u00e1rio desconhecido e principalmente nos biot\u00e9rios de experimenta\u00e7\u00e3o que trabalhem em experimentos nos quais os animais s\u00e3o intencionalmente infectados com agentes patog\u00eanicos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o grau de risco envolvido, as exig\u00eancias e complexidades ser\u00e3o diferentes e dever\u00e3o ser avaliadas em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5 DETALHES CONSTRUTIVOS<\/strong><strong><br><\/strong>A escolha correta dos materiais a serem usados na constru\u00e7\u00e3o de um biot\u00e9rio \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para propiciar as condi\u00e7\u00f5es adequadas para um funcionamento eficiente e facilitar a higieniza\u00e7\u00e3o dos ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5.1 Paredes<\/strong><strong><br><\/strong>As paredes devem ser lisas, n\u00e3o absorventes e resistentes \u00e0 umidade e ao impacto. N\u00e3o devem desenvolver rachaduras ou fissuras com facilidade. As juntas entre as paredes, pisos e tetos devem ser arredondadas. Jun\u00e7\u00f5es que formem \u00e2ngulos agudos devem ser evitadas, pois dificultam a limpeza. O mesmo deve ser observado entre as jun\u00e7\u00f5es com as portas e, quando apresentarem frestas, estas dever\u00e3o ser vedadas para evitar a penetra\u00e7\u00e3o e ac\u00famulo de sujidades. Os materiais empregados nas superf\u00edcies e paredes devem ser imperme\u00e1veis e permitir a limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o com detergentes e desinfetantes e resistir \u00e0 \u00e1gua sob press\u00e3o. Recomenda-se que a instala\u00e7\u00e3o de dutos (de ar ou energia, entre outros) ou de quadros de distribui\u00e7\u00e3o el\u00e9trica n\u00e3o seja executada nas \u00e1reas controladas do biot\u00e9rio. Quando isso n\u00e3o for poss\u00edvel, estes dever\u00e3o ser selados, com jun\u00e7\u00f5es vedadas e regulares para facilitar a limpeza. As paredes do corredor s\u00e3o particularmente propensas a danos devido ao movimento de carrinhos e outros equipamentos e, portanto, poder\u00e1 ser necess\u00e1ria alguma forma de prote\u00e7\u00e3o. Por esta raz\u00e3o, o uso de elementos de prote\u00e7\u00e3o, como grades ou guardas de canto, poder\u00e1 ser considerado. Existem diferentes modelos de guardas de prote\u00e7\u00e3o que poder\u00e3o ser empregados (pl\u00e1sticos, a\u00e7o inox ou alum\u00ednio), desde que sejam s\u00f3lidos ou selados de forma a favorecer a higieniza\u00e7\u00e3o e evitar a presen\u00e7a de pat\u00f3genos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5.2 Tetos<\/strong><strong><br><\/strong>Tal como acontece com os pisos e paredes, os tetos devem ser resistentes a frequentes lavagens e desinfec\u00e7\u00f5es, embora o teto esteja menos sujeito ao desgaste. Tetos de concreto s\u00e3o os mais indicados por serem lisos e aceitarem pinturas. Nos casos em que forem utilizados tetos falsos, os mesmos dever\u00e3o ser fabricados em material imperme\u00e1vel, ter uma superf\u00edcie lav\u00e1vel, ser lisos e livres de rachaduras e as placas dever\u00e3o ser fixadas e as juntas vedadas. Em casos onde dutos e canos precisam ser instalados no espa\u00e7o entre o forro e o teto, como em salas de procedimentos, o acesso no momento da manuten\u00e7\u00e3o e ou reparo, ser\u00e1 realizado por inspe\u00e7\u00f5es estrategicamente localizadas. Quando houver a necessidade de pass\u00e1-los por uma sala de animais, recomenda-se que os acessos estejam localizados nos corredores cont\u00edguos a elas, ou seja, fora das salas dos animais.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrapiso das instala\u00e7\u00f5es deve ser de concreto. O piso considerado ideal \u00e9 resistente aos produtos empregados nas rotinas de limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o, bem como ao emprego de m\u00e1quinas de lavar com jatos pressurizados. Deve ter material n\u00e3o absorvente e resistir ao impacto. O material empregado deve oferecer facilidade de reparo, ao mesmo tempo em que deve suportar o peso e movimento dos equipamentos do biot\u00e9rio, de maneira que n\u00e3o abram fissuras, trincas ou rachaduras e tamb\u00e9m n\u00e3o fiquem corro\u00eddos. As juntas de dilata\u00e7\u00e3o devem, sempre que poss\u00edvel, estar localizadas na base das paredes. A qualidade do acabamento \u00e9 cr\u00edtico para a higiene, a limpeza e a durabilidade. Dependendo da \u00e1rea ou da sua finalidade, o piso poder\u00e1 ser monol\u00edtico ou ter o m\u00ednimo poss\u00edvel de juntas. \u00c9 importante destacar que a aplica\u00e7\u00e3o correta dos materiais utilizados na constru\u00e7\u00e3o do piso \u00e9 fundamental para assegurar a sua qualidade e durabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5.4 Janelas:<\/strong><strong><br><\/strong>Embora a luz natural seja ben\u00e9fica para os seres humanos e animais, n\u00e3o se recomenda o uso de janelas com acesso direto para as salas de animais de laborat\u00f3rio. Quando necess\u00e1rias, as janelas dever\u00e3o ser instaladas em corredores externos que n\u00e3o sejam cont\u00edguas \u00e0s salas de animais, salas de t\u00e9cnicos, entre outros ambientes, desde que permane\u00e7am fechadas e atendidas as quest\u00f5es de seguran\u00e7a. Janelas internas entre salas ou entre salas e corredores, muitas vezes, oferecem um maior conforto por favorecer uma maior vis\u00e3o e, consequentemente, por reduzir a sensa\u00e7\u00e3o de claustrofobia. Tamb\u00e9m poder\u00e3o ser instaladas nas salas cir\u00fargicas para maximizar a comunica\u00e7\u00e3o visual e dever\u00e3o ser de material inquebr\u00e1vel, com uma arma\u00e7\u00e3o met\u00e1lica alinhada ou embutida nas paredes. Entretanto, n\u00e3o devem ser projetadas em salas de cria\u00e7\u00e3o, uma vez que a luz que passa por elas pode interferir diretamente nas caracter\u00edsticas das col\u00f4nias, pois nem todas as esp\u00e9cies aceitam bem o espectro da luz solar, sendo que o aquecimento poder\u00e1 elevar os custos do sistema de refrigera\u00e7\u00e3o, entre outras raz\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5.5 Portas:<\/strong><strong><br><\/strong>As portas das instala\u00e7\u00f5es para animais devem ser resitentes, impeme\u00e1veis e dur\u00e1veis. As portas devem ser confeccionadas de modo a n\u00e3o terem frestas e, quando necess\u00e1rio, ser vedadas para evitar o ac\u00famulo de sujidades e o abrigo de insetos. Sempre que poss\u00edvel, os batentes dever\u00e3o ser da largura das paredes, embutidos nela e n\u00e3o sobrepostos. Este modelo evita a presen\u00e7a de bordas e o ac\u00famulo de particulados, como poeiras. As portas devem ter dimens\u00f5es que permitam a livre passagem de materiais e equipamentos. Recomenda-se uma abertura nominal de 1,00m, quando se tratar de portas simples e, no caso de portas duplas, estas dever\u00e3o atender \u00e0s necessidades das instala\u00e7\u00f5es. Como medida de prote\u00e7\u00e3o, quando poss\u00edvel, a sua metade inferior poder\u00e1 ser revestida com material resistente a impactos. Algumas portas podem necessitar de uma prote\u00e7\u00e3o adicional contra carrinhos de transporte. Nos casos em que a dist\u00e2ncia do ch\u00e3o for superior a 3,0mm, um dispositivo que vede o v\u00e3o dever\u00e1 ser instalado. Por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, \u00e9 aconselhada a instala\u00e7\u00e3o de visores nas portas para possibiltar uma visulaiza\u00e7\u00e3o do ambiente interior. Para as salas de animais, sugere-se visores com dimens\u00f5es de 15X20cm, sendo que estes dever\u00e3o permitir um fechamento sempre que houver incid\u00eancia de luz ou tr\u00e2nsito intenso de pessoal. Estes visores dever\u00e3o ser vedados e permitir a limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o. Em certas situa\u00e7\u00f5es, como em \u00e1reas especiais, poder\u00e3o ser empregados visores maiores que ajudam a tornar o espa\u00e7o menos claustrof\u00f3bico. O sentido de abertura das portas dever\u00e1 oferecer seguran\u00e7a e favorecer o tr\u00e2nsito de material e pessoal. Geralmente, as portas devem abrir para dentro da sala. No entanto, nos casos em que o tr\u00e1fego no corredor \u00e9 limitado ou as portas s\u00e3o abertas com pouca freq\u00fc\u00eancia, a op\u00e7\u00e3o de sentido de abertura para o corredor ir\u00e1 permitir uma utiliza\u00e7\u00e3o mais eficiente do espa\u00e7o interno de uma sala ou de uma antessala. Portas muito pr\u00f3ximas, tais como, em antec\u00e2maras, poder\u00e3o abrir na mesma dire\u00e7\u00e3o ou para fora, a partir da antec\u00e2mara, nos casos em que somente uma porta \u00e9 aberta de cada vez. Neste caso, para uma maior seguran\u00e7a, poder\u00e1 ser feita a instala\u00e7\u00e3o de um sistema de intertravamento das portas, garantindo uma \u00fanica abertura por vez. No caso de portas com fechamento autom\u00e1tico, deve-se lembrar que a efici\u00eancia ser\u00e1 maior quando o fechamento acontecer no mesmo sentido do fluxo de ar. Entretanto, isto n\u00e3o dever\u00e1 ser considerado para salas de bioconten\u00e7\u00e3o, onde existe uma diferen\u00e7a de press\u00e3o entre as \u00e1reas. Neste caso, as portas dever\u00e3o abrir e fechar independentemente do fluxo de ar. A maior efici\u00eancia e seguran\u00e7a no momento de utiliza\u00e7\u00e3o de uma porta \u00e9 que deve definir o seu sentido de abertura o qual, por sua vez, poder\u00e1 exigir alguns acess\u00f3rios, tais como dispositivos de travamento autom\u00e1tico, molas, ou luzes de aviso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.5.6. Fornecimento de Energia el\u00e9trica e Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>A rede el\u00e9trica dever\u00e1 ser dimensionada de modo a permitir um n\u00famero apropriado de l\u00e2mpadas e tomadas, sendo estas adequadas aos diferentes tipos de equipamentos que ser\u00e3o instalados. O c\u00e1lculo de dimensionamento de carga dever\u00e1 contemplar uma margem de seguran\u00e7a e uma prov\u00e1vel expans\u00e3o do biot\u00e9rio e n\u00famero de equipamentos. Para o caso de falha no fornecimento normal de energia, dever\u00e1 ser prevista a instala\u00e7\u00e3o de um grupo gerador dimensionado para manter em funcionamento os sistemas cr\u00edticos do biot\u00e9rio, tais como: insuflamento e exaust\u00e3o de ar, equipamentos de alojamento de animais de laborat\u00f3rio, luzes de emerg\u00eancia, freezers e, em situa\u00e7\u00f5es especiais, outros equipamentos estrat\u00e9gicos para a unidade. As lumin\u00e1rias, os interruptores, as tomadas e outros elementos integrantes das salas dos animais dever\u00e3o ser vedados para impedir o ac\u00famulo de sujidades, microorganismos e abrigo de insetos. L\u00e2mpadas fluorescentes de baixo consumo s\u00e3o comumente empregadas. Tamb\u00e9m dever\u00e1 ser previsto um sistema de fotoper\u00edodo regul\u00e1vel, de forma a oferecer um ciclo de luz uniforme. O sistema instalado poder\u00e1 apresentar um duplo n\u00edvel de ilumina\u00e7\u00e3o, de forma que a intensidade seja maior, nos momentos de trabalho dos t\u00e9cnicos, e reduzida, nos outros hor\u00e1rios, favorecendo as esp\u00e9cies mais sens\u00edveis \u00e0 luz de intensidade elevada.<\/p>\n\n\n\n<p>As l\u00e2mpadas ou lumin\u00e1rias devem possuir prote\u00e7\u00e3o para as rotinas de limpeza e desinfec\u00e7\u00e3o. Os interruptores e tomadas dever\u00e3o ser aterradas e vedadas nas \u00e1reas com muita exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, como nas salas de lavagem e outros ambientes com elevada umidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6 AMBIENTE DE BIOT\u00c9RIOS<\/strong><strong><br><\/strong>O controle das vari\u00e1veis ambientais dentro dos biot\u00e9rios \u00e9 fundamental tanto para a produ\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos animais de laborat\u00f3rio, quanto para a equipe de t\u00e9cnicos que nele trabalha e para a validade das pesquisas. O ambiente deve assegurar um padr\u00e3o sanit\u00e1rio nas col\u00f4nias, ao mesmo tempo em que promova o bem estar dos animais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os agentes f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos podem influenciar no comportamento e fisiologia dos animais e modificar os resultados de uma pesquisa. Os resultados experimentais s\u00e3o, a princ\u00edpio, v\u00e1lidos somente para as condi\u00e7\u00f5es nas quais eles foram obtidos e uma compara\u00e7\u00e3o apenas poder\u00e1 ser realizada, se toda a informa\u00e7\u00e3o relativa \u00e0s condi\u00e7\u00f5es experimentais for disponibilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Guide for care and use of Laboratory Animals, 8\u00b0ed, para todos os animais terrestres, existem o Microambiente e Macroambiente: \u201cO microambiente de um animal terrestre \u00e9 o espa\u00e7o f\u00edsico imediatamente pr\u00f3ximo a ele, que \u00e9 o recinto prim\u00e1rio, como a gaiola, cercado ou est\u00e1bulo. Ele cont\u00e9m todos os recursos com os quais os animais mant\u00e9m contato direto e tamb\u00e9m delimita o ambiente pr\u00f3ximo aos animais. O microambiente \u00e9 caracterizado por muitos fatores, entre eles, ilumina\u00e7\u00e3o, ru\u00eddo, vibra\u00e7\u00e3o, temperatura, umidade, composi\u00e7\u00e3o gasosa e de part\u00edculas do ar. O ambiente f\u00edsico do recinto secund\u00e1rio, tal como uma sala, um celeiro, ou uma \u00e1rea externa, constitui o macroambiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.1 Ru\u00eddos<\/strong><strong><br><\/strong>O ru\u00eddo pode ser controlado em um biot\u00e9rio, a partir de um projeto arquitet\u00f4nico bem elaborado, uma constru\u00e7\u00e3o adequada, sele\u00e7\u00e3o criteriosa dos materiais construtivos e dos equipamentos, associada com boas pr\u00e1ticas gerenciais. Os efeitos do ru\u00eddo nos animais de laborat\u00f3rio est\u00e3o relacionados com a sua intensidade, frequ\u00eancia, intermit\u00eancia e dura\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m dependem das caracter\u00edsticas do animal, tais como: esp\u00e9cie, linhagem e hist\u00f3ria pregressa de exposi\u00e7\u00e3o ao ru\u00eddo durante a fase de desenvolvimento coclear. As atividades di\u00e1rias dos biot\u00e9rios produzem muitos sons acrescidos ao ru\u00eddo de fundo provocado pelo sistema de condicionamento de ar. Ru\u00eddos excessivos e inapropriados podem ser irritantes e, algumas vezes, danosos para a sa\u00fade animal e humana, portanto, devem ser controlados. Fontes de ru\u00eddos provenientes das rotinas de apoio, tais como: da \u00e1rea de higieniza\u00e7\u00e3o de materiais, devem estar o mais distante poss\u00edvel das \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o, bem como das salas de manuten\u00e7\u00e3o de animais em experimenta\u00e7\u00e3o. A localiza\u00e7\u00e3o dos equipamentos de ventila\u00e7\u00e3o, das sirenes de alarme, da campainha para o p\u00fablico, dentre outros dispositivos geradores de ru\u00eddos, devem ser estrategicamente posicionados, de forma a minimizar a chegada dos sons at\u00e9 os animais. De alta signific\u00e2ncia s\u00e3o os ru\u00eddos ultrass\u00f4nicos, impercept\u00edveis aos humanos e aud\u00edveis para diversas esp\u00e9cies animais. Muitas fontes de ru\u00eddo em um biot\u00e9rio emitem ultrassom, portanto, dever\u00e3o ser adotadas medidas para identificar e corrigir ou isolar essas fontes de forma a proteger os animais. Humanos, ratos e camundongos podem tolerar at\u00e9 85dB. No entanto, cobaias s\u00e3o mais sens\u00edveis aos ru\u00eddos e 60dB \u00e9 o m\u00e1ximo que podem tolerar, quando estes s\u00e3o constantes. Embora um ru\u00eddo de fundo de no m\u00e1ximo de 85 db seja aceit\u00e1vel, foram relatadas altera\u00e7\u00f5es importantes em ratos expostos a um ru\u00eddo intermitente de 83 db. A exposi\u00e7\u00e3o a padr\u00f5es uniformes pode levar a uma perda auditiva mais r\u00e1pida, enquanto que a exposi\u00e7\u00e3o a padr\u00f5es irregulares est\u00e1 mais propensa a causar transtornos, devido a uma ativa\u00e7\u00e3o repetida do sistema neuroend\u00f3crino.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.2. Vibra\u00e7\u00f5es:<\/strong><strong><br><\/strong>As fontes de vibra\u00e7\u00e3o podem ser v\u00e1rias, dentro ou fora das salas de animais e devem ser consideradas nos projetos de engenharia. A vibra\u00e7\u00e3o externa pode surgir de um equipamento mec\u00e2nico e ser transmitida pelas paredes e pisos. Um exemplo \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es com trilhos de metro ou trem ou em vias de intenso tr\u00e1fego de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es. Nestes casos, deve ser dada uma aten\u00e7\u00e3o especial ao tipo de estrutura do edif\u00edcio. As vibra\u00e7\u00f5es internas podem ser provenientes de equipamentos e sistemas de ventila\u00e7\u00e3o e, sempre que identificada a sua fonte, provid\u00eancias devem ser tomadas no sentido de amortec\u00ea-las com sistemas espec\u00edficos. As vibra\u00e7\u00f5es excessivas podem induzir altera\u00e7\u00f5es de comportamento, padr\u00e3o imunol\u00f3gico, bioqu\u00edmico e reprodutivo em animais de laborat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.3 Ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>A luz pode afetar a fisiologia e o comportamento de v\u00e1rias esp\u00e9cies de animais de laborat\u00f3rio, sendo que as tr\u00eas caracter\u00edsticas mais importantes s\u00e3o o espectro, a intensidade e fotoper\u00edodo. A ilumina\u00e7\u00e3o deve ser uniforme, sem brilho e proporcionar boa visibilidade. A intensidade da luz pode influenciar a agressividade e a incid\u00eancia de canibalismo em roedores. Altera\u00e7\u00f5es graduais entre os per\u00edodos de claro e escuro podem ser necess\u00e1rias como um per\u00edodo para a adapta\u00e7\u00e3o do comportamento diurno e crepuscular. Recomenda- se um n\u00edvel de ilumina\u00e7\u00e3o de cerca de 325 lux, distante 1m do piso. Esta intensidade \u00e9 adequada para o cuidado com os animais e n\u00e3o causam sinais cl\u00ednicos de retinopatia fotot\u00f3xica em ratos albinos que foram empregados como refer\u00eancia para o estudo. Camundongos e ratos preferem gaiolas constru\u00eddas com materiais que os protejam da luz, sendo que os albinos preferem \u00e1reas com intensidade menor que 25 lux. Os animais jovens preferem uma menor intensidade luminosa quando comparados com os adultos.<\/p>\n\n\n\n<p>Temporizadores program\u00e1veis devem ser utilizados como forma de se controlar os ciclos de luz (per\u00edodo de claro e escuro) nas salas de animais. Mesmo em ambientes controlados, os efeitos da sazonalidade podem ser percebidos na reprodu\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias. De uma forma geral, a ilumina\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser distribu\u00edda para toda a sala, possibilitando a inspe\u00e7\u00e3o das gaiolas e as rotinas com os animais, ao mesmo tempo em que assegure o bem estar animal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.4 Temperatura e Umidade<\/strong><strong><br><\/strong>A temperatura das salas dos animais dever\u00e1 ser cuidadosamente controlada e monitorada continuamente. Devem ser evitadas flutua\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para que n\u00e3o haja maior demanda nos processos metab\u00f3licos e comportamentais dos animais. As temperaturas de bulbo seco no macroambiente recomendadas s\u00e3o: 20-26\u00baC para camundongo, rato, hamster, cobaia e 16-22\u00baC para coelhos. A temperatura deve ser mantida numa faixa de variabilidade m\u00e1xima de 4\u00baC. A maioria dos animais tolera bem a faixa entre 40 e 60% de umidade relativa do ar, come\u00e7ando a ter problemas quando esta chega a 30% ou quando \u00e9 superior a 70%. A umidade relativa no microambiente pode ser de maior import\u00e2ncia em animais alojados num recinto prim\u00e1rio, no qual as condi\u00e7\u00f5es ambientais diferem significativamente das encontradas no macroambiente (por exemplo, gaiola com filtro superior \u2013 top filter). Segundo a 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Guide for care and use of Laboratory Animals, a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar podem ser afetadas pelo manejo e projeto do Biot\u00e9rio e podem variar consideravelmente entre os recintos prim\u00e1rio (microambiente) e secund\u00e1rio (macroambiente), bem como no interior dos pr\u00f3prios recintos prim\u00e1rios. Os fatores que contribuem para a varia\u00e7\u00e3o de temperatura e umidade dos recintos incluem o projeto da instala\u00e7\u00e3o; tipo do material utilizado em sua produ\u00e7\u00e3o; objetos de enriquecimento ambiental, tais como: abrigos e material de ninho, uso de filtros nas gaiolas (top filters), n\u00famero, idade, tipo e tamanho dos animais em cada recinto; ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada dos recintos e do tipo e freq\u00fc\u00eancia de troca da cama. O recinto prim\u00e1rio deve prover os recursos adequados para termoregula\u00e7\u00e3o dos animais (material de ninho e abrigos) para evitar o estresse t\u00e9rmico pelo frio. principalmente quando s\u00e3o utilizadas gaiolas com ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, a temperatura ambiental dever\u00e1 ser mais elevada, como no alojamento dos animais em recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria, animais rec\u00e9m-nascidos, roedores com fen\u00f3tipo sem pelo. A magnitude deste aumento de temperatura depende dos detalhes do alojamento, pois \u00e0s vezes apenas o ajuste da temperatura no microambiente \u00e9 suficiente e prefer\u00edvel, ao inv\u00e9s de aumentar a temperatura do macroambiente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.5 Ventila\u00e7\u00e3o, Exaust\u00e3o e Qualidade do Ar<\/strong><strong><br><\/strong>A principal fun\u00e7\u00e3o da ventila\u00e7\u00e3o e exaust\u00e3o do ar \u00e9 proporcionar um aporte adequado de oxig\u00eanio e remover a carga t\u00e9rmica produzida pelos animais, pessoal, luzes e equipamentos; diluir e exaurir contaminantes gasosos e particulados, incluindo al\u00e9rgenos e agentes patog\u00eanicos presentes no ar; controlar o teor de umidade e temperatura do ar, e, se necess\u00e1rio, gerar um gradiente de press\u00e3o de ar (fluxo unidirecional de ar) entre os espa\u00e7os adjacentes. \u00c9 importante ressaltar que a ventila\u00e7\u00e3o na sala de animais (macroambiente) \u00e9 necess\u00e1ria para assegura uma ventila\u00e7\u00e3o adequada no recinto prim\u00e1rio (microambiente), que \u00e9 o ar ao qual o animal est\u00e1 diretamente exposto. O tipo de recinto prim\u00e1rio pode influenciar consideravelmente a diferen\u00e7a de ventila\u00e7\u00e3o entre o macro e o microambientes \u2013 por exemplo, as diferen\u00e7as entre os dois ambientes podem ser menores quando os animais s\u00e3o alojados em gaiolas abertas do que quando forem utilizadas gaiolas fechadas (microisoladores) sem ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>O padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o, o volume e as propriedades f\u00edsicas do ar fornecido para uma sala influenciam a ventila\u00e7\u00e3o no recinto prim\u00e1rio dos animais e s\u00e3o determinantes para o microambiente. O tipo e a localiza\u00e7\u00e3o dos difusores de insufla\u00e7\u00e3o e exaust\u00e3o do ar no recinto secund\u00e1rio, em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero, distribui\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o e tipo de recintos prim\u00e1rios, podem alterar a maneira como ocorre a ventila\u00e7\u00e3o nos microambientes e, portanto, devem ser considerados. O uso de modelagem computacional para avaliar esses fatores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carga t\u00e9rmica, os padr\u00f5es de difus\u00e3o do ar, e o movimento de part\u00edculas pode ser \u00fatil para melhor dimensionamento da ventila\u00e7\u00e3o no micro e no macroambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o direta dos animais a uma massa de ar em alta velocidade deve ser evitada, pois a velocidade do ar que os animais est\u00e3o expostos altera a taxa de remo\u00e7\u00e3o do calor e umidade do animal. Por exemplo, o ar a 20 \u00b0C, numa velocidade de 18,3 m\/min, tem um efeito de resfriamento corporal no animal de cerca de 7\u00ba C. As correntes de ar diretamente nos animais podem ser particularmente prejudiciais para neonatos homeot\u00e9rmicos (pois n\u00e3o tem pelos e tem os mecanismos de controle da termorregula\u00e7\u00e3o pouco desenvolvidos) e para os mutantes sem pelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fornecimento de 15 a 25 trocas de ar por hora nas salas de animais \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel para manter a qualidade do ar no macroambiente em volume constante e pode tamb\u00e9m assegurar a qualidade do ar no microambiente. Embora esta recomenda\u00e7\u00e3o seja eficaz em diferentes tipos de instala\u00e7\u00f5es, ela n\u00e3o considera as poss\u00edveis cargas t\u00e9rmicas, as esp\u00e9cies, o tamanho e o n\u00famero de animais alojados, o tipo de recinto prim\u00e1rio e a cama; a frequ\u00eancia de troca da gaiola, as dimens\u00f5es da sala, ou a efici\u00eancia da distribui\u00e7\u00e3o do ar no macroambiente e entre o macro e o microambiente. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, o emprego de uma maior taxa de renova\u00e7\u00e3o do ar pode ventilar excessivamente um macroambiente que possua poucos animais, desperdi\u00e7ando energia, ou ventilar insuficientemente um microambiente que cont\u00e9m muitos animais, permitindo o ac\u00famulo de calor, umidade e poluentes.<\/p>\n\n\n\n<p>As trocas de ar nas salas dos animais devem ser feitas com 100% de renova\u00e7\u00e3o, n\u00e3o devendo haver trocas com o ar da pr\u00f3pria sala. O uso de ar reciclado para ventilar salas de animais propricia um economia consider\u00e1vel de energia, mas pode oferecer riscos. Muitos pat\u00f3genos dos animais podem ser transportados pelo ar ou por meio de f\u00f4mites, como a poeira, de maneira que o ar reciclado captado por um sistema de condicionamento de ar (HVAC), que abastece v\u00e1rias salas, oferece o perigo de contamina\u00e7\u00e3o cruzada, devendo, portanto, ser evitado. Nos casos em que o ar de exaust\u00e3o \u00e9 reciclado, este deve ser filtrado, no m\u00ednimo, com filtros de efici\u00eancia ASRHAE entre 85 a 95%, para remo\u00e7\u00e3o dos particulados presentes no ar, antes de ser reutilizado. Dependendo da origem, da composi\u00e7\u00e3o e da propor\u00e7\u00e3o de ar utilizado na reciclagem (p. ex. se contiver am\u00f4nia e outros gases liberados a partir dos excrementos dos animais), tamb\u00e9m \u00e9 indicada a filtra\u00e7\u00e3o de susbt\u00e2ncias vol\u00e1teis presentes no ar. Em \u00e1reas que necessitam filtra\u00e7\u00e3o do ar para garantir a seguran\u00e7a do pessoal e dos animais (como em \u00e1reas com risco biol\u00f3gico) deve ser avaliada a integridade, a carga e a efici\u00eancia do sistema de filtra\u00e7\u00e3o. Os modernos equipamentos de aquecimento, ventila\u00e7\u00e3o ou condicionamento de ar (HVAC) (por exemplo, sistema de volume de ar vari\u00e1vel \u2013 Sistema VAV) possibilitam ajustar as taxas de ventila\u00e7\u00e3o de acordo com a carga t\u00e9rmica e outras vari\u00e1veis. Estes sistemas apresentam vantagens consider\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 flexibilidade e conserva\u00e7\u00e3o de energia, mas devem sempre fornecer uma quantidade m\u00ednima de renova\u00e7\u00e3o de ar, como recomendado para os laborat\u00f3rios em geral.As gaiolas individualmente ventiladas (IVCs) e outros tipos de recintos prim\u00e1rios similares, que s\u00e3o ventilados diretamente com o ar filtrado captado na sala ou que s\u00e3o ventilados de forma independente da sala, podem efetivamente atender \u00e0s necessidades de ventila\u00e7\u00e3o dos animais, sem a necessidade de considerar a ventila\u00e7\u00e3o no macroambiente. Contudo, deve-se tomar cuidado com a alta velocidade do ar, conforme j\u00e1 mencionado anteriomente. De qualquer forma, o macroambiente deve ser suficientemente ventilado para permitir a remo\u00e7\u00e3o da carga t\u00e9rmica, part\u00edculas, odores e res\u00edduos de gases liberados pelo recinto prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os IVCs ou racks ventiladas est\u00e3o gradativamente substituindo sistemas de ventila\u00e7\u00e3o convencionais, que se baseiam na dissipa\u00e7\u00e3o natural dos gases. As racks ventiladas est\u00e3o sendo utilizadas com mais frequ\u00eancia em biot\u00e9rios para proteger os animais de contamina\u00e7\u00f5es, supri-los com uma melhor qualidade de ar, melhorar o microambiente onde est\u00e3o os animais e reduzir a exposi\u00e7\u00e3o humana aos al\u00e9rgenos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos aspectos arquitet\u00f4nicos, as racks ventiladas podem ter um impacto significativo sobre a concep\u00e7\u00e3o e uso do sistema de ventila\u00e7\u00e3o e climatiza\u00e7\u00e3o de biot\u00e9rios, uma vez que existem v\u00e1rias maneiras nas quais estes equipamentos podem ser instalados e cada uma delas tem diferentes implica\u00e7\u00f5es no projeto do sistema HVAC.<\/p>\n\n\n\n<p>As racks de press\u00e3o positiva s\u00e3o usadas para proteger animais mantidos no interior dos mini-isoladores (exclus\u00e3o). Neste modelo, o ar da sala \u00e9 aspirado, passa por uma filtragem e \u00e9 conduzido at\u00e9 o mini-isolador, onde, ap\u00f3s se misturar aos poluentes, \u00e9 retirado da caixa. A rack de press\u00e3o negativa \u00e9 usada para proteger o ambiente de fora da gaiola (macroambiente) de contaminantes e de potenciais al\u00e9rgenos (inclus\u00e3o). O ar retirado das gaiolas ventiladas deve ser descarregado diretamente no sitema de exaust\u00e3o da sala para redu\u00e7\u00e3o da carga t\u00e9rmica e para evitar a contamina\u00e7\u00e3o do macroambiente com am\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>As gaiolas de isolamento com filtros e sem ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada (como as com top filters), utilizadas em alguns alojamentos para roedores, restringem a ventila\u00e7\u00e3o. Para compensar, pode ser necess\u00e1rio ajustar diversas pr\u00e1ticas de manejo, como: higiene e freq\u00fc\u00eancia de troca da gaiola, a escolha da cama, coloca\u00e7\u00e3o das gaiolas em um recinto secund\u00e1rio mais ventilado, diminuir a densidade populacional nas gaiolas, diminuir a umidade relativa do macroambiente, para melhorar o microambiente e a dissipa\u00e7\u00e3o de calor. Seu uso esta sendo desestimulado exatamente pela dificuldade de controle do microambiente, em fun\u00e7\u00e3o da satura\u00e7\u00e3o r\u00e1pida com produ\u00e7\u00e3o de am\u00f4nia e umidades excessivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.6.5.1 O emprego de racks ventilados em salas de animais e biot\u00e9rios de experimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>.<br>A introdu\u00e7\u00e3o de sistemas de ventila\u00e7\u00e3o individual (IVCS) permite o alojamento de um maior n\u00famero de roedores (particularmente camundongos), quando comparado com sistemas tradicionais. Para tirar o m\u00e1ximo proveito da biosseguran\u00e7a oferecida por estes sitemas, \u00e9 necess\u00e1rio que se manipule os animais em cabines de biosseguran\u00e7a ou em esta\u00e7\u00f5es de troca m\u00f3veis que tenham sido fabricadas especificamente para a finalidade de troca de gaiolas. O desenho das salas de animais, particularmente onde as unidades IVCS est\u00e3o envolvidas, \u00e9, portanto, uma parte vital do processo de planejamento e desenho e deve prever o espa\u00e7o para a movimenta\u00e7\u00e3o dos equipamentos utilizados nas rotinas de cuidado com os animais e os v\u00e1rios grupos que trabalhar\u00e3o nela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2.7 ALOJAMENTO<\/strong><strong><br><\/strong>Estudos recentes avaliaram as necessidades de espa\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos do alojamento, tamanho do grupo, densidade populacional e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de alojamento para diversas esp\u00e9cies e linhagens de roedores. De modo geral, v\u00e1rios efeitos foram relatados sobre o comportamento (como agressividade) e sobre os resultados experimentais. No entanto, \u00e9 dif\u00edcil comparar esses estudos, devido \u00e0s diferen\u00e7as no delineamento experimental e nas vari\u00e1veis observadas em cada trabalho. Entre as vari\u00e1veis que podem alterar a resposta dos animais mantidos em gaiolas de tamanhos ou densidades populacionais diferentes incluem a esp\u00e9cie, o fen\u00f3tipo, a linhagem (e seu comportamento social), a idade, o sexo, a qualidade do espa\u00e7o (por exemplo, disponibilidade de uso do espa\u00e7o vertical), e as estruturas colocadas na gaiola, entre outros. Esses problemas s\u00e3o complexos e devem ser cuidadosamente considerados por ocasi\u00e3o do alojamento de roedores.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESOLU\u00c7\u00c3O NORMATIVA No- 15, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013 \u2013 Estrutura F\u00edsica e Ambiente de Roedores e Lagomorfos do Guia Brasileiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Normas CONCEA para Biot\u00e9rios - Departamento de Ci\u00eancias Fisiol\u00f3gicas<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/departamentos.ufrrj.br\/icbs-dcfis\/2026\/05\/14\/normas-concea-para-bioterios\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Normas CONCEA para Biot\u00e9rios - 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